{"id":1,"date":"2025-03-27T20:52:52","date_gmt":"2025-03-27T20:52:52","guid":{"rendered":"https:\/\/sindcompositores.org.br\/?p=1"},"modified":"2025-04-18T20:47:24","modified_gmt":"2025-04-18T20:47:24","slug":"hello-world","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindcompositores.org.br\/?p=1","title":{"rendered":"ALGUNS ASPECTOS DA MPB"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"438\" height=\"293\" src=\"https:\/\/sindcompositores.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Untitled-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-380\" style=\"width:800px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sindcompositores.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Untitled-1.png 438w, https:\/\/sindcompositores.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Untitled-1-300x201.png 300w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A origem do voc\u00e1bulo \u201cChoro\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado da modinha e do lundu (s\u00e9culos XVIII e XIX), da polca e do maxixe (s\u00e9culo XIX), o choro (s\u00e9culos XIX e XX) fixou-se como uma das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es musicais urbanas da cultura popular brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a origem do voc\u00e1bulo \u201cChoro\u201d existem v\u00e1rias teorias e explica\u00e7\u00f5es, das quais destaco apenas quatro, todas, muito bem fundamentadas por pesquisadores respeitados.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira explica\u00e7\u00e3o cabe a uma vertente que acredita ser a palavra uma deriva\u00e7\u00e3o do latim: \u201cchorus\u201d (coro).<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vertente de pesquisadores, como a encabe\u00e7ada por Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o, afirma que o termo \u00e9 derivado do verbo \u201cchorar\u201d. O choro lento (influ\u00eancia do lundu chorado ou doce lundu), por parecer um lamento lembra o verbo \u201cchorar\u201d e quando os instrumentos de cordas, principalmente o viol\u00e3o, s\u00e3o tangidos ao mesmo tempo para o acompanhamento da flauta, lembram um qu\u00ea de melancolia.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma terceira explica\u00e7\u00e3o seria do folclorista e etn\u00f3logo Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo, que afirma ser a palavra uma deriva\u00e7\u00e3o de \u201cXolo\u201d, certo tipo de baile que os escravos faziam nas fazendas. Da palavra derivou o voc\u00e1bulo \u201cXoro\u201d, que foi alterado para \u201cchoro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Ary Vasconcelos acredita que a palavra \u00e9 uma corruptela de \u201cChoromeleiros\u201d, certa corpora\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos do per\u00edodo colonial que executavam as \u201ccharamelas\u201d. Segundo Henrique Cazes, os instrumentos de palhetas \u201ccharamelas\u201d s\u00e3o precursores dos obo\u00e9s, fagotes e clarinetes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX o termo \u201cchoro\u201d j\u00e1 denominava o g\u00eanero como uma forma musical definida e n\u00e3o mais como sin\u00f4nimo de uma roda de m\u00fasicos que executavam m\u00fasicas populares.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerado \u201cO Pai dos Chor\u00f5es\u201d, Joaquim Antonio da Silva Callado J\u00fanior (1848-1880) pertenceu \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o do choro e formou o \u201cO Choro Carioca\u201d, o primeiro grupo instrumental de que se tem not\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, cabe ao leitor a escolha.<\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"438\" height=\"388\" src=\"https:\/\/sindcompositores.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Untitled-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-382\" style=\"width:800px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sindcompositores.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Untitled-5.png 438w, https:\/\/sindcompositores.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Untitled-5-300x266.png 300w\" sizes=\"(max-width: 438px) 100vw, 438px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1butu\">Publicou 12 livros, entre os quais \u201cSapo C\/ Arroz\u201d (poesias\/1979); \u201cEmboscadas &amp; Labirintos\u201d (Contos\/1995); \u201cAlguns Aspectos da MPB\u201d (Ensaios\/2008); \u201cO Guitarrista Victor Biglione &amp; A MPB\u201d (Perfil\/2009) e \u201cA Letra &amp; A Poesia na MPB: Semelhan\u00e7as &amp; Diferen\u00e7as\u201d (Ensaio\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1butu\">Pesquisador musical trabalhou para PUC-Rio, UNI-Rio, UERJ, UFRJ, Biblioteca Nacional, Instituto Ant\u00f4nio Houaiss, CNPq, FINEP, EMI-ODEON e Dicion\u00e1rio Cravo Albin da MPB. Foi curador de projetos musicais, tais como \u201cQuintas no BNDES\u201d e \u201cNovo Canto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1butu\">A partir de 1978 atuou como produtor de discos. Participou de seis CDS e um DVD de parceiros. Em 2012 lan\u00e7ou o CD \u201cQuintal Brasil: Poemas, Letras &amp; Convidados\u201d com 17 faixas interpretadas por parceiros e cantoras (es), declamando oito poemas. Em 2022 lan\u00e7ou o CD \u201cPerfil: Poemas, Letras &amp; Convidados\u201d, no qual foram gravadas, por parceiros e int\u00e9rpretes, 17 faixas e declamou dois poemas. Letrista com cerca de 90 composi\u00e7\u00f5es registradas por Anna Pessoa, Luiz Melodia, M\u00e1rio Br\u00f3der e Pec\u00ea Ribeiro, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1butu\">Dos seus quase 50 parceiros constam Amarildo Silva, Cacaso, Carlos Daf\u00e9, Claudio Latini, C\u00e9sar Nascimento, Eliane Faria, Elza Maria, Ivan Wrigg, Joel Nascimento, Marko Andrade, Reizilan Cartola Neto, Renato Piau, Reppolho, Rildo Hora, Rubens Cardoso, Victor Biglione e Xico Chaves. Saiba mais em dicionariompb.com.br e <a href=\"http:\/\/wikipedia.org\/wiki\/Euclides_Amaral\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>wikipedia.org\/wiki\/Euclides_Amaral.<\/u><\/a><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-deeui\"><strong>Foto Ricardo Poock;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A origem do voc\u00e1bulo \u201cChoro\u201d Ao lado da modinha e do lundu (s\u00e9culos XVIII e XIX), da polca e do maxixe (s\u00e9culo XIX), o choro (s\u00e9culos XIX e XX) fixou-se como uma das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es musicais urbanas da cultura popular brasileira. Sobre a origem do voc\u00e1bulo \u201cChoro\u201d existem v\u00e1rias teorias e explica\u00e7\u00f5es, das quais destaco apenas quatro, todas, muito bem fundamentadas por pesquisadores respeitados. A primeira explica\u00e7\u00e3o cabe a uma vertente que acredita ser a palavra uma deriva\u00e7\u00e3o do latim: \u201cchorus\u201d (coro). Outra vertente de pesquisadores, como a encabe\u00e7ada por Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o, afirma que o termo \u00e9 derivado do verbo \u201cchorar\u201d. O choro lento (influ\u00eancia do lundu chorado ou doce lundu), por parecer um lamento lembra o verbo \u201cchorar\u201d e quando os instrumentos de cordas, principalmente o viol\u00e3o, s\u00e3o tangidos ao mesmo tempo para o acompanhamento da flauta, lembram um qu\u00ea de melancolia. Uma terceira explica\u00e7\u00e3o seria do folclorista e etn\u00f3logo Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo, que afirma ser a palavra uma deriva\u00e7\u00e3o de \u201cXolo\u201d, certo tipo de baile que os escravos faziam nas fazendas. Da palavra derivou o voc\u00e1bulo \u201cXoro\u201d, que foi alterado para \u201cchoro\u201d. J\u00e1 Ary Vasconcelos acredita que a palavra \u00e9 uma corruptela de \u201cChoromeleiros\u201d, certa corpora\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos do per\u00edodo colonial que executavam as \u201ccharamelas\u201d. Segundo Henrique Cazes, os instrumentos de palhetas \u201ccharamelas\u201d s\u00e3o precursores dos obo\u00e9s, fagotes e clarinetes. Na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX o termo \u201cchoro\u201d j\u00e1 denominava o g\u00eanero como uma forma musical definida e n\u00e3o mais como sin\u00f4nimo de uma roda de m\u00fasicos que executavam m\u00fasicas populares. Considerado \u201cO Pai dos Chor\u00f5es\u201d, Joaquim Antonio da Silva Callado J\u00fanior (1848-1880) pertenceu \u00e0 primeira gera\u00e7\u00e3o do choro e formou o \u201cO Choro Carioca\u201d, o primeiro grupo instrumental de que se tem not\u00edcia. 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